Atualmente,
dentro do campo da Saúde Mental, é preconizada a valorização do trabalhador de
saúde mental na produção do ato de cuidar, onde se atribui ao enfermeiro
características ímpares como: o cuidado, o conhecimento, a atenção minuciosa, a
compreensão e o medo. Dessa maneira, o trabalho de enfermagem em saúde mental
pode ser considerado desgastante “devido às situações adversas como o
sofrimento decorrente do adoecimento, a proximidade da morte de clientes e o
desempenho de atividades consideradas repulsivas, desgastantes e
atemorizadoras”, parafraseando Bianchini (1999). Nesse sentido, cabe ao
profissional enfermeiro cuidar de indivíduos adoecidos e promover o seu
bem-estar geral. Assim, o envolvimento dos enfermeiros que trabalham em
atividades específicas de saúde mental acaba sendo muito intenso a ponto dos
mesmos não identificarem suas vulnerabilidades e sua saúde mental, ou quando o
fazem, deixam-nas de lado e, com isso, tornam-se mais expostos aos efeitos
negativos do estresse e de outros agravantes que podem gerar neles problemas de
saúde mental (BRITTO, 2006).
Murta
(2009) ressalta que “cada vez mais, o conhecimento em saúde mental torna-se
necessários a todos os profissionais da área da saúde, principalmente para a
enfermagem, pois hoje, com todas as mudanças ocorridas no cenário atual das
Políticas de Saúde Mental Nacional e Internacional vivencia-se uma realidade
diferente de algumas décadas atrás, em que o doente mental, não está único e
exclusivamente dentro dos hospitais especializados em psiquiatria, mas sim,
ocupam todos os serviços de saúde instituídos na comunidade”.
Dados Importantes:
• 3%
da população geral sofre com transtornos mentais severos e persistentes;
•
mais de 6% da população apresenta transtornos psiquiátricos graves decorrentes
do uso de álcool e outras drogas;
•
12% da população necessita de algum atendimento em saúde mental, seja ele
contínuo ou eventual;
•
2,3% do orçamento anual do SUS é destinado para a Saúde Mental.
Desafios:
•
Fortalecer políticas de saúde voltadas para grupos de pessoas com transtornos
mentais de alta prevalência e baixa cobertura assistencial;
•
Implementar uma política de saúde mental eficaz no atendimento às pessoas que
sofrem com a crise social, a violência e desemprego
•
Consolidar e ampliar uma rede de atenção de base comunitária e territorial
promotora da reintegração social e da cidadania;
•
Aumentar recursos do orçamento anual do SUS para a Saúde Mental.
Comentário
: As dificuldades enfrentadas por esses profissionais no exercício de sua
profissão como já pontuamos em outros temas contribui de forma negativa no
agravo a saúde mental, refletindo na má execução de suas tarefas e na
incidência dos erros na Enfermagem.
Fonte:
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-11682008000100006
Fonte:
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-11682008000100006
Responsável pela publicação: Grupo 04 (Cassiane
Viana, Elis Neiva, Priscilla Teixeira).








