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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A enfermagem gerontológica: os desafios na prática do cuidado ao idoso.

A longevidade adquirida por meio de melhor qualidade de vida da população - através da maior urbanização das cidades, melhoria da higiene pessoal, das condições sanitárias e das condições ambientais no trabalho e nas moradias - vem proporcionando o envelhecimento da população brasileira (ARAÚJO et al., 2003).
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) entre 1950 a 2025 a população brasileira de idosos crescerá 16 vezes, enquanto que a população total crescerá cinco vezes, com isso é provável que em 2025 o Brasil tenha a sexta maior população idosa do mundo, com aproximadamente 32 milhões de pessoas pertencentes a esse grupo etário, a partir disso surge a necessidade de os profissionais de saúde colocarem em prática as políticas públicas voltadas a pessoa idosa (BRASIL, 2002).
A atenção à saúde do idoso deve firmar-se na atenção básica, através das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Saúde da Família (USF), promovendo ações de prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde, assegurando todos os direitos de cidadania, defesa de sua dignidade, bem-estar e direito à vida (BRASIL, 2006; BRASIL, 2006b; BRASIL, 2002).
A enfermagem gerontológica é a que especializa nos cuidados do idoso, e deverá possuir profissionais aptos a desenvolver atitudes efetivas e de impacto na atenção à saúde do idoso. A gerontologia cuida da personalidade e da conduta dos idosos, levando em conta todos os aspectos ambientais e culturais do envelhecer. A assistência prestada à pessoa idosa está diretamente ligada às suas necessidades de saúde, cuidados e bem-estar. A equipe de enfermagem deve identificar e avaliar suas necessidades para maximizar suas condições de saúde, minimizar as perdas e limitações, facilitar diagnósticos e auxiliar no tratamento, proporcionar conforto quando o idoso apresentar angústias e fragilidades (DUARTE, 2002; CANÇADO, 2002).
Na perspectiva de melhorar esse cuidado e atenção, são realizados cursos específicos, como o Curso de  Atenção Integral à Saúde da Pessoa Idosa, fornecido pelo UNA-SUS que em apenas dois dias de inscrição superou o número de 1000 profissionais de saúde matriculados. Na própria Escola de Enfermagem, temos o NESPI, Núcleo de Estudos e Pesquisa do Idoso que desenvolve pesquisas e trabalhos comunitários na área da gerontologia.

Referências:
______. Ministério da Saúde. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Cadernos de Atenção Básica, on line Brasília, n.19, 2006. Disponível em:. Acesso em: 20 mar. 2007.
______. Portaria n° 2.528, de 19 de outubro de 2006a. Dispõe sobre a política nacional de saúde da pessoa idosa. Brasília. Ministério da Saúde. Disponível em:. Acesso em: 13 jul. 2007.
______.Ministério da Saúde. Redes Estaduais de Atenção à Saúde do Idoso: guia operacional e portarias relacionadas. Brasília, 2002. Disponível em:. Acesso em: 20 mar. 2007.
CANÇADO, Flávio Aluízio Xavier et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

DUARTE, Yeda Aparecida de Oliveira. Princípios de Assistência de Enfermagem Gerontológica. In: PAPALÉO NETTO, Matheus. Gerontologia: A Velhice e o Envelhecimento em Visão Globalizada. São Paulo: Atheneu, 2002.

Responsável pela publicação: Grupo 05 (Monalisa Oliveira, Ruth Francielle, Samantha Rocha)

As diversas áreas da enfermagem

A enfermagem é uma área extremamente ampla, entretanto, para além da enfermagem geral ainda existem diversas ramificações. As especialidades reconhecidas pelo COFEN na Resolução nº 389 de 2011, são:

1. Enfermagem Aeroespacial
2. Enfermagem em Auditoria e Pesquisa
3. Enfermagem em Cardiologia
3.1. Perfusionista
3.2. Hemodinâmica
4. Enfermagem em Centro Cirúrgico
4.1. Central de Material e Esterilização
4.2. Recuperação pós anestésica
5. Enfermagem Dermatológica
5.1. Estomaterapia
5.2. Feridas
5.3. Ostomias
6. Enfermagem em Diagnostico por Imagens
7. Enfermagem em Doenças infecciosas e parasitarias
8. Educação em Enfermagem
8.1. Metodologia do Ensino Superior
8.2. Pesquisa
8.3. Docência no Ensino Superior
8.4. Projetos Assistenciais de Enfermagem
8.5. Docência para Educação Profissional
9. Enfermagem em Endocrinologia
10. Enfermagem em Farmacologia
11. Enfermagem em Gerenciamento/Gestão
11.1.Gestão da Saúde;
11.2.Gestão de Enfermagem
11.3. Gestão em Homecare
11.4. Administração Hospitalar
11.5. Gestão de Programa de Saúde da Família
11.6. Gestão Empresarial
11.7. Gerenciamento de Serviços de Saúde
11.8. Gestão da Qualidade em Saúde
12. Enfermagem em Hanseníase
13. Enfermagem em Hematologia e Hemoterapia
14. Enfermagem em Hemoterapia
15. Enfermagem em Infecção Hospitalar
16. Enfermagem em Informática em Saúde
17. Enfermagem em Legislação
17.1. Ética e Bioética
17.2. Enfermagem Forense
18. Enfermagem em Nefrologia
19. Enfermagem em Neurologia
20. Enfermagem em Nutrição Parenteral e Enteral
21. Enfermagem em Oftalmologia
22. Enfermagem em Oncologia
23. Enfermagem em Otorrinolaringologia
24. Enfermagem em Pneumologia Sanitária
25. Enfermagem em Políticas Públicas
26. Enfermagem em Saúde Complementar
27. Enfermagem em Saúde da Criança e do Adolescente
27.1. Neonatologia
27.2. Pediatria
27.3. Ebiatria
27.4. Saúde Escolar
27.4. Banco de Leite Humano
28. Enfermagem em Saúde da Família
29. Enfermagem em Saúde da Mulher
29.1. Ginecologia
29.2. Obstetrícia
30. Enfermagem em Saúde do Adulto
31. Enfermagem em Saúde do Homem
32. Enfermagem em Saúde do Idoso
32.1 - Gerontologia
33. Enfermagem em Saúde Mental
34. Enfermagem em Saúde Pública
34.1. Saúde Ambiental
35. Enfermagem em Saúde do Trabalhador
36. Enfermagem em Saúde Indígena
37. Enfermagem em Sexologia Humana
38. Enfermagem em Terapias Holísticas Complementares
39. Enfermagem em Terapia Intensiva
40. Enfermagem em Transplantes
41. Enfermagem em Traumato-Ortopedia
42. Enfermagem em Urgência e Emergência
42.1. Atendimento Pré-hospitalar
42.2. Suporte Básico de Vida
42.3. Suporte Avançado de Vida
43. Enfermagem em Vigilância
43.1. Sanitária
43.2. Epidemiológica
44. Enfermagem offshore e aquaviária

Referência:

CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Constituição (2011). Resolução nº 389, de 18 de outubro de 2011. Especialidades/residencia de Enfermagem: ÁREAS DE ABRANGÊNCIA. Brasília, 2011.

Responsável pela publicação: Grupo 05 (Monalisa Oliveira, Ruth Francielle, Samantha Rocha)

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

71 ANOS DA ESCOLA DE ENFERMAGEM DA UFBA



A Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia (EEUFBA), completará em 22 de janeiro, 71 anos de sua fundação. Instituída pelo Decreto-Lei 8779, de 22 de janeiro de 1949 e foi incorporada a Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1947, pelo Decreto 22.637. EEUFBA foi a primeira escola para a formação de enfermeiras na Bahia e no Nordeste, sendo a 3o escola de enfermagem no Brasil.

O Brasil, vivia na década de 40, um incipiente processo de industrialização, impactando em todos os setores da sociedade, inclusive na saúde, com o movimento de organização de novos hospitais e de reorganização de outros hospitais públicos.  Neste cenário, o Hospital das Clínicas da Bahia, no término da sua construção, era preparado para entrar em funcionamento, o que exigia enfermeiras qualificadas para a composição do seu quatro de pessoal. Sendo assim, o então reitor da universidade da Bahia, professor Edgar Santos entendeu que um novo modelo de hospital-escola exigia a presença de enfermeiras de “alto padrão”.

O então reitor da Universidade da Bahia, doutor Edgar Santos, convidou para dirigir essa escola a enfermeira baiana dona Haydée Guanais Dourado, que possuía o perfil necessário para o desempenho da honrosa e difícil incumbência recebida. Dona Haydée era graduada em enfermagem pela Escola Anna Nery; especialista em pedagogia, didática e administração de enfermagem pela Universidade de Toronto/Canadá; bacharel em ciências políticas e sociais pela Escola de Sociologia e Política da Universidade de São Paulo; membro do corpo docente da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP).

O curso teve início no dia 12 de março de 1947 e a diretora da escola Haydeé Guanais, proferiu a aula inaugural sobre História da Enfermagem. O excelente desempenho acadêmico das estudantes nas, então de denominadas, matérias básicas logo circulou na Universidade, criando um clima saudável e de seriedade entre as acadêmicas, além de uma boa reputação do curso que se iniciava.  As instalações físicas da diretoria da Escola limitavam-se, a princípio, à própria antessala do gabinete do reitor e, com o início do curso, recebeu uma sala nas dependências do Hospital das Clínicas, local este que servia, também, de hospedagem para as novas professoras. Somente depois de três anos da implantação do curso, seria a Escola de Enfermagem transferida para o prédio de sete andares, onde se encontra até hoje.
Calcula-se que o currículo tenha tido uma carga horária de mais de 5.000 horas e que foi integralizado em quatro anos de duração. Como disciplina extracurricular, as estudantes tinham a oportunidade de estudar inglês em cursos ministrados por voluntários da colônia americana. A frequência a concertos de música erudita e de outras atividades culturais era feita como parte da formação geral da futura enfermeira.
Com a promulgação da Lei 775/49 e seu Regulamento nº. 27.426/49, o ensino em enfermagem torna-se matéria de Lei, com predominância de carga horária para disciplinas de biomédicas, com limitação para as disciplinas e caráter social. Tal proposta contrariava, inclusive, as recomendações do IV Congresso Nacional de Enfermeiras, realizado em Salvador, em 1950, que apontava “a necessidade de acentuar-se o ponto e vista das medidas preventivas em saúde, em todas as matérias.

Referências: www.enfermagem.ufba.br; www.ufba.com.br; Fernandes JD, Silva RMO, Calhau LC. Educação em enfermagem no Brasil e na Bahia: o ontem, o hoje e o amanhã. Disponível em revista.portalcofen.gov.br.


Responsável pela publicação: Grupo 03 (Daniela Bispo, Jamile Amorim, Thalita Barreto).

QUAL É A SUA OPINIÃO?

PLS 597/2015- Cria a LEI DO DESCANSO para ENFERMAGEM

O PLS 597/2015 propõe a elaboração de uma lei que garanta um local de descanso digno para os profissionais de Enfermagem que trabalham em regime de plantão. 
A iniciativa foi acolhida pelo senador, que apresentou o Projeto de Lei do Descanso ao Senado na primeira quinzena de setembro de 2015.

“É uma proposta com enorme impacto social, com reflexo na Saúde do profissional e na segurança do paciente, e não traz um impacto orçamentário significativo”, afirmou o senador que criou o projeto (Valdir Raupp).

A ausência de locais adequados ao descanso foi uma das dificuldades relatadas pelos profissionais ouvidos na Pesquisa Perfil da Enfermagem (Fiocruz/Cofen), que apresenta um diagnóstico detalhado da profissão no Brasil. 

O espaço físico de repouso está presente em 51% dos locais de trabalho na rede pública, 49% na rede privada e 38% na filantrópica. 

Sem espaço apropriado, muitos profissionais mantêm o plantão sem intervalo ou repousam em condições precárias, sob os balcões de atendimento.

A exaustão física provocada pelas longas jornadas esta associado à redução do discernimento e aumento dos erros cometidos por profissionais de Saúde. O Estado do Rio de Janeiro já adota Lei do Descanso.


Responsável pela publicação: Grupo 03 (Daniela Bispo, Jamile Amorim, Thalita Barreto).

VIOLÊNCIA CONTRA O PROFISSIONAL DE SAÚDE

As categorias de Enfermagem são a linha de frente do atendimento nos serviços de saúde.

Segundo o Conselho Regional de Enfermagem (Coren) de São Paulo, mais de 70% dos profissionais já foram, de alguma forma, agredidos. Uma pesquisa feita pelo órgão, “Sondagem sobre Violência aos Profissionais de Enfermagem de São Paulo” demonstrou que 87,51% dos profissionais não registram queixa à polícia, 12,49% não levam o caso adiante e só 4,68 obtêm sucesso na resposta.

Veja algumas das principais causas de agressão:
  • Espera para marcar consulta
  • Falta de médicos
  • Falta de medicamentos
  • Falta de equipamentos disponíveis para exames específicos



Referências: COREN SP e COREN BA.

Responsável pela publicação: Grupo 03 (Daniela Bispo, Jamile Amorim, Thalita Barreto).

O QUE VOCÊ ACHA?

PROJETO DE LEI CRIA EXAME DE SUFICIÊNCIA PARA ENFERMAGEM

O Projeto de Lei 4.930/2016, apresentado 4 de março de 2016, pelo deputado baiano Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Segue em tramitação na Câmera dos Deputados, aguardando parecer do Relator na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP).

De acordo com a ementa o projeto pretende: “Altera a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que regulamenta o exercício da enfermagem, para nela incluir a obrigatoriedade da realização de exame de suficiência para obtenção de registro profissional. Em outras palavras, os futuros profissionais de enfermagem deverão realizar um exame obrigatório de suficiência, para demostrar os conhecimentos básicos fundamentais para o exercício da profissão.

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen,) apoia o projeto. Segundo o órgão a defesa do ensino presencial e de qualidade é um compromisso da gestão atual, que considera o exame um instrumento adicional para melhoria da formação profissional. O presidente da instituição, Manoel Neri, ressalta que: “A medida visa melhorar a qualidade da assistência de Enfermagem prestada a população brasileira, combatendo o ensino de má qualidade”. Visto que a Enfermagem responde por mais da metade dos recursos humanos do Sistema Único de Saúde.

Para o Deputado Lúcio Vieira Lima, a enfermagem lida diretamente com a vida humana, entre os profissionais e o paciente, não há intermediários. A aprovação do Exame de suficiência como requisito obrigatório para o exercício da Enfermagem contribui para a melhoria da assistência e valorização da profissão, evitando erros causados por deficiências de formação.

Segundo o Cofen, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, são dois milhões de profissionais em atuação no Brasil. Uma pesquisa sobre o perfil da Enfermagem (Cofen/Fiocruz), revela indícios de saturação do mercado de trabalho, com desemprego e achatamento salarial. A instituição aponta a proliferação desordenada de cursos de qualidade duvidosa contribui para a saturação do mercado de trabalho, além de representar um risco à Saúde Coletiva.

Dados do Censo da Educação Superior registram a oferta anual de cerca de 160 mil vagas presenciais de graduação em Enfermagem, distribuídas por todo o Brasil. No Ensino a Distância, são 58.650 vagas em 938 polos, mais de 90% ociosas.


Responsável pela publicação: Grupo 03 (Daniela Bispo, Jamile Amorim, Thalita Barreto).

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

SITES DE INTERESSE

Associação Brasileira de Enfermagem: http://www.abennacional.org.br/home/index.htm
Conselho Federal de Enfermagem: http://www.cofen.gov.br/
Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem: http://cbcenf.cofen.gov.br/
Conselho Regional de Enfermagem da Bahia: http://ba.corens.portalcofen.gov.br/
Núcleo de Pesquisa de História da Enfermagem Brasileira (NUPHEBRAS):
Ministério da Saúde: http://portalsaude.saude.gov.br/
Fundação Nacional de Saúde: http://www.funasa.gov.br/site/
Instituto de Saúde Coletiva – UFBA: http://www.isc.ufba.br/
Observatório de Análise Política em Saúde: http://www.analisepoliticaemsaude.org/oaps/
Escola Nacional de Saúde Pública: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/
Escola Estadual de Saúde Pública – Bahia: http://www.saude.ba.gov.br/eesp/
Biblioteca Virtual em Saúde- Enfermagem: http://enfermagem.bvs.br/
A enfermagem - Tudo sobre Enfermagem: http://aenfermagem.com.br/
Enfermagem Virtual: www.enfermagemvirtual.net
Só enfermagem: http://www.soenfermagem.net/

Responsável pela postagem: GRUPO 01 (Camila Martins, Camila Santana e Raquel Araujo).

PERFIL DA ENFERMAGEM NO BRASIL

Os estudos de abrangência nacional sobre a enfermagem foram realizados em 1956/1958 (ABEN) e em 1982/1983 (COFEN). O mais recente só foi publicado em 2015, resultante da parceria entre resultado de uma parceria entre a FIOCRUZ, COFEN, Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn),  Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) e Ministério da Saúde, intitulado Perfil da Enfermagem no Brasil. A pesquisa reconhece que é imperativo conhecer a estrutura e dinâmica da enfermagem no Brasil, de forma a considerar suas características próprias, assim, seu objetivo principal é a análise da atual situação da profissão no país e compreender sua dinâmica no recente contexto socioeconômico e político.
Cerca de 1,7 milhões de trabalhadores (entre enfermeiros, técnicos e auxiliares) responderam a um questionário enviado pelo correio que abordou sete blocos: Identificação Socioeconômica; Formação Profissional; Acesso à Informação Técnica Científica; Mercado de Trabalho; Satisfação no Trabalho e Relacionamento; Participação Sócio Política.
A pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil aponta a seguinte distribuição por região dos profissionais de enfermagem: Sudeste – 55,6%, Nordeste – 17,2%, Sul – 13,2%, Norte – 7,7%, Centro-Oeste – 6,3%. Conclui que o quadro atual da enfermagem no Brasil hoje é composto por 20% de enfermeiros e 80% de técnicos e auxiliares.
Segundo os dados disponíveis na página virtual do COFEN, na sessão Enfermagem em Dados, atualmente existem 453.216 enfermeiros em todo o território nacional. São Paulo (115.301), Rio de Janeiro (48.371), Minas Gerais (44.485), Bahia (30.587) e Rio Grande do Sul (22.870) são os cinco estados que mais possuem enfermeiros, enquanto Roraima (1.348), Amapá (1.601) e Acre (1.970) são os que possuem menor número de enfermeiros. O gráfico abaixo apresenta os estados brasileiros com os maiores e menores contingentes de enfermeiros, segundo dados do COFEN. A tabela abaixo apresenta o quantitativo e enfermeiros por Estado brasileiro de acordo com dados da página Enfermagem em dados (COFEN):



DISTRBUIÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO
O Perfil da Enfermagem no Brasil aponta a seguinte distribuição das equipes de enfermagem no quesito do mercado de trabalho:




            Em relação ao mercado de trabalho a pesquisa aponta também a questão do desemprego aberto. 65,9% dos entrevistados afirmam já ter tido dificuldade de encontrar emprego, enquanto 10,1% relataram situações de desemprego nos últimos doze meses e 21,1% relataram mudança de emprego nos últimos doze meses.
            Em relação à principal vinculação profissional 56,8% trabalham em hospitais, 17,7% em unidades básicas, postos e centros de saúde, 11,2% em unidades de urgência e emergência.
            A pesquisa aponta que a enfermagem é uma profissão majoritariamente feminina, composta por 84,6% de mulheres, mas destaca que a partir da década de 90 houve uma tendência de crescimento da participação masculina na categoria.

REFERÊNCIAS:
http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/pesquisa-inedita-traca-perfil-da-enfermagem-no-brasil
http://andromeda.ensp.fiocruz.br/perfildaenfermagem/apesquisa.php
http://www.amib.org.br/fileadmin/user_upload/amib/QUADRO_RESUMO_DA_PESQUISA.pdf
http://se.corens.portalcofen.gov.br/enfermagem-em-dados

Responsável pela publicação: GRUPO 01 (Camila Martins, Camila Santana e Raquel Araujo).

ENTIDADES REPRESENTATIVAS

Conselhos

O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e seus respectivos Conselhos Regionais foram instituídos em 12 de julho de 1973, pela Lei 5.905, e juntos constituem um sistema COFEN/ Conselhos Regionais, no qual os CORENs são subordinados ao COFEN.
O COFEN é filiado ao Conselho Internacional de Enfermeiros em Genebra. No Brasil é responsável pela normatização e fiscalização do exercício da profissão, não só de enfermeiros, mas também técnicos e auxiliares de enfermagem. Preza-se pela qualidade dos serviços prestados e pelo cumprimento da Lei do Exercício Profissional da Enfermagem.
De acordo com a Lei 5.905, de 12 de julho de 1973, as principais atribuições do COFEN são:
  • Normatizar e expedir instruções para uniformidade de procedimentos e funcionamento dos CORENs e apreciar em grau de recurso as decisões destes;
  • Aprovar anualmente as contas e proposta orçamentária da autarquia, e remetê-las aos órgãos competentes;
  • Promover estudos e campanhas para aperfeiçoamento profissional;
  • Instituir o modelo das carteiras profissionais de identidade e as insígnias da profissão;
  • Homologar, suprir ou anular atos dos Conselhos Regionais;
  • Publicar relatórios anuais de seus trabalhos;
  • Convocar e realizar eleições para sua diretoria (mandato dos membros será honorífico e com duração de três anos, admite-se reeleição);
  • Exercer as atribuições que lhe foram conferidas por lei.
De acordo com a Lei 5.905, de 12 de julho de 1973, as principais atribuições dos CORENs são:
  • Deliberar sobre inscrição no Conselho e seu cancelamento;
  • Zelar pelo bom conceito da profissão e dos profissionais;
  • Propor ao COFEN medidas que visem a melhoria do exercício profissional;
  • Fixar o valor da anuidade;
  • Eleger sua diretoria e seus delegados ao Conselho Federal;
  • Exercer as atribuições conferidas pela Lei ou Conselho Federal.
O Planejamento Estratégico Institucional do COFEN é responsável pela preparação dos Objetivos Estratégicos e os Planos de Ação necessários para execução e funcionamento das atividades do Conselho. É baseado nas condições externas e internas da instituição, planeja sua evolução.
No COFEN segue a Metodologia de Gestão Estratégica Orientada para Resultados (GEOR), adotada em diversos países e introduzida no Brasil no final da década de 90. O principal objetivo é transformar intenção e ideia em realidade.
O princípio norteador da Metodologia GEOR é o de alavancar, em curto prazo, a capacidade de produzir e medir benefícios relevantes para a sociedade, nesse caso, para a Enfermagem brasileira. Traduz o compromisso dos Conselheiros Federais de explicitar e cristalizar os seus compromissos com a profissão, visando alcançar resultados, transparência e prestação de contas em benefício da classe que representam.
É composta pela definição de um Plano Plurianual (PPA), definido pela plenária de conselheiros do COFEN e composto de programas temáticos e objetivos estratégicos. Essa metodologia permite a sociedade e aos profissionais de enfermagem saber dos gestores dos conselhos, onde e com que benefícios seus recursos são aplicados.
Os objetivos estratégicos expressam as escolhas do COFEN para implementação de sua política. Podem ter uma ou mais iniciativas estratégicas que abrangem projetos, atividades ou operações especiais (que norteiam a atuação institucional e estabelecem um elo entre o PPA e o orçamento).


O COREN Bahia atualmente é presidido pela Dra. Maria Luisa de Castro Almeida, está localizado na Praça Almirante Coelho Neto, nº 02, Barris, Salvador. O site da instituição é o www.coren-ba.com.br. 



Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn)

As primeiras enfermeiras formadas pela Escola de Enfermeiras do Departamento Nacional de Saúde Pública (atual Escola de Enfermagem Anna Nery) criaram em 1926, no Rio de Janeiro, a Associação Nacional de Enfermeiras Diplomadas. Em 1954, passou a denominar-se Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e seu órgão de divulgação passa a ser a Revista Brasileira de Enfermagem (REBEn), a partir do VII Congresso Nacional de Enfermagem (São Paulo 1954). Com esse marco, os esforços associativos ampliam-se e a profissão da um salto evolutivo na dependência de mais contribuição ativa dos participantes.
Os esforços entre a ABEn e as Escolas de Enfermagem passaram a direcionar melhor as lutas em favor da profissão, e a entidade associativa começa a reorganizar-se com implantação de ABEn-Seções Estaduais.
Em relação à participação das lutas associativas sobre legislação e normas legais de Enfermagem, a ABEn participou de reuniões junto ao Conselho Internacional de Enfermagem com temas sobre Regulamentação da Enfermagem, para tratar da pertinência dos assuntos aliados ao compromisso social e legal da Enfermagem.
         A atividade associativa tem contribuição marcante para a realidade da enfermagem e da sociedade. Os assuntos de interesse comum da ABEn mudaram ao longo dos anos e refletem a conjuntura atual da profissão e da sociedade. As lutas envolvem muitos associados na internalidade profissional, que se interessam pela na intencionalidade ética da mística da enfermagem, pelos valores e objetivos da participação associativa e pelo engajamento decidido com o compromisso social dos profissionais para com a enfermagem. Logo, a ABEn Nacional, as ABEn Seções e todos os associados, contribuem para a relevância associativa.




Sindicatos

Existem ainda em todos os estados brasileiros organizações sindicais que representam os profissionais de enfermagem, cujo principal objetivo é buscar garantir que os direitos dos profissionais de enfermagem sejam cumpridos e respeitados.
O sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia (SEEB) foi fundado em 06 de junho de 1981, a partir da Associação Profissional de Enfermeiros da Bahia. Atualmente as principais lutas do sindicato são: 30 horas para a Enfermagem, aprovação do piso salarial dos profissionais de enfermagem, pagamento do adicional noturno em todos os hospitais, oposição à terceirização dos serviços, defesa do SUS e dos concursos públicos, além da criação e fortalecimento das delegacias sindicais no interior.
O SEEB está situado na Avenida Manoel Dias, nº 486 – sala 206, Amaralina, Salvador. O sindicato conta com um site oficial, no link <http://seeb.org.br/> e uma página no Facebook no link <https://www.facebook.com/sindicatodosenfermeiros/timeline?ref=page_internal>.
Ambos apresentam diversas notícias, informações e atividades em curso do sindicato.

Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE)


            A FNE foi criada com o intuito de fortalecer as entidades e encaminhar as reivindicações dos enfermeiros de forma efetiva, buscando uma articulação entre os sindicatos de enfermeiros de todo o país. A partir dos encontros nacionais das entidades sindicais de enfermeiros, decidiu-se pela criação da FNE em 1987, no VII ENESPE (Encontro de Entidades Sindicais e Pré-Sindicais da Enfermagem).
            A criação da FNE foi uma estratégia de articulação da classe trabalhadora. Uma federação democrática, com eleições diretas e com participação efetiva de vários sindicatos de enfermeiros. A FNE é filiada a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e tem 15 sindicatos de enfermeiros filiados (AC, AL, BA, CE ES, GO, MA, PA, PB, PE, RJ, RN, RS, SC, SP). A Federação luta pela jornada de 30 horas semanais, pela democracia e ética nas entidades de enfermagem; tem participação ativa e decisiva nas instâncias de controle social no SUS, nas atividades da CUT e nos fóruns e eventos da enfermagem no Brasil. A FNE considera que o futuro da profissão depende do compromisso, participação e luta de todos os enfermeiros por melhores condições de trabalho.

FONTES:
http://www.abennacional.org.br/home/
http://www.cofen.gov.br/
http://seeb.org.br/
http://www.portalfne.com.br/historia/

Responsável pela publicação: GRUPO 01 (Camila Martins, Camila Santana e Raquel Araujo).