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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O QUE VOCÊ ACHA?

PROJETO DE LEI CRIA EXAME DE SUFICIÊNCIA PARA ENFERMAGEM

O Projeto de Lei 4.930/2016, apresentado 4 de março de 2016, pelo deputado baiano Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Segue em tramitação na Câmera dos Deputados, aguardando parecer do Relator na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP).

De acordo com a ementa o projeto pretende: “Altera a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que regulamenta o exercício da enfermagem, para nela incluir a obrigatoriedade da realização de exame de suficiência para obtenção de registro profissional. Em outras palavras, os futuros profissionais de enfermagem deverão realizar um exame obrigatório de suficiência, para demostrar os conhecimentos básicos fundamentais para o exercício da profissão.

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen,) apoia o projeto. Segundo o órgão a defesa do ensino presencial e de qualidade é um compromisso da gestão atual, que considera o exame um instrumento adicional para melhoria da formação profissional. O presidente da instituição, Manoel Neri, ressalta que: “A medida visa melhorar a qualidade da assistência de Enfermagem prestada a população brasileira, combatendo o ensino de má qualidade”. Visto que a Enfermagem responde por mais da metade dos recursos humanos do Sistema Único de Saúde.

Para o Deputado Lúcio Vieira Lima, a enfermagem lida diretamente com a vida humana, entre os profissionais e o paciente, não há intermediários. A aprovação do Exame de suficiência como requisito obrigatório para o exercício da Enfermagem contribui para a melhoria da assistência e valorização da profissão, evitando erros causados por deficiências de formação.

Segundo o Cofen, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, são dois milhões de profissionais em atuação no Brasil. Uma pesquisa sobre o perfil da Enfermagem (Cofen/Fiocruz), revela indícios de saturação do mercado de trabalho, com desemprego e achatamento salarial. A instituição aponta a proliferação desordenada de cursos de qualidade duvidosa contribui para a saturação do mercado de trabalho, além de representar um risco à Saúde Coletiva.

Dados do Censo da Educação Superior registram a oferta anual de cerca de 160 mil vagas presenciais de graduação em Enfermagem, distribuídas por todo o Brasil. No Ensino a Distância, são 58.650 vagas em 938 polos, mais de 90% ociosas.


Responsável pela publicação: Grupo 03 (Daniela Bispo, Jamile Amorim, Thalita Barreto).

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

PERFIL DA ENFERMAGEM NO BRASIL

Os estudos de abrangência nacional sobre a enfermagem foram realizados em 1956/1958 (ABEN) e em 1982/1983 (COFEN). O mais recente só foi publicado em 2015, resultante da parceria entre resultado de uma parceria entre a FIOCRUZ, COFEN, Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn),  Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) e Ministério da Saúde, intitulado Perfil da Enfermagem no Brasil. A pesquisa reconhece que é imperativo conhecer a estrutura e dinâmica da enfermagem no Brasil, de forma a considerar suas características próprias, assim, seu objetivo principal é a análise da atual situação da profissão no país e compreender sua dinâmica no recente contexto socioeconômico e político.
Cerca de 1,7 milhões de trabalhadores (entre enfermeiros, técnicos e auxiliares) responderam a um questionário enviado pelo correio que abordou sete blocos: Identificação Socioeconômica; Formação Profissional; Acesso à Informação Técnica Científica; Mercado de Trabalho; Satisfação no Trabalho e Relacionamento; Participação Sócio Política.
A pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil aponta a seguinte distribuição por região dos profissionais de enfermagem: Sudeste – 55,6%, Nordeste – 17,2%, Sul – 13,2%, Norte – 7,7%, Centro-Oeste – 6,3%. Conclui que o quadro atual da enfermagem no Brasil hoje é composto por 20% de enfermeiros e 80% de técnicos e auxiliares.
Segundo os dados disponíveis na página virtual do COFEN, na sessão Enfermagem em Dados, atualmente existem 453.216 enfermeiros em todo o território nacional. São Paulo (115.301), Rio de Janeiro (48.371), Minas Gerais (44.485), Bahia (30.587) e Rio Grande do Sul (22.870) são os cinco estados que mais possuem enfermeiros, enquanto Roraima (1.348), Amapá (1.601) e Acre (1.970) são os que possuem menor número de enfermeiros. O gráfico abaixo apresenta os estados brasileiros com os maiores e menores contingentes de enfermeiros, segundo dados do COFEN. A tabela abaixo apresenta o quantitativo e enfermeiros por Estado brasileiro de acordo com dados da página Enfermagem em dados (COFEN):



DISTRBUIÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO
O Perfil da Enfermagem no Brasil aponta a seguinte distribuição das equipes de enfermagem no quesito do mercado de trabalho:




            Em relação ao mercado de trabalho a pesquisa aponta também a questão do desemprego aberto. 65,9% dos entrevistados afirmam já ter tido dificuldade de encontrar emprego, enquanto 10,1% relataram situações de desemprego nos últimos doze meses e 21,1% relataram mudança de emprego nos últimos doze meses.
            Em relação à principal vinculação profissional 56,8% trabalham em hospitais, 17,7% em unidades básicas, postos e centros de saúde, 11,2% em unidades de urgência e emergência.
            A pesquisa aponta que a enfermagem é uma profissão majoritariamente feminina, composta por 84,6% de mulheres, mas destaca que a partir da década de 90 houve uma tendência de crescimento da participação masculina na categoria.

REFERÊNCIAS:
http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/pesquisa-inedita-traca-perfil-da-enfermagem-no-brasil
http://andromeda.ensp.fiocruz.br/perfildaenfermagem/apesquisa.php
http://www.amib.org.br/fileadmin/user_upload/amib/QUADRO_RESUMO_DA_PESQUISA.pdf
http://se.corens.portalcofen.gov.br/enfermagem-em-dados

Responsável pela publicação: GRUPO 01 (Camila Martins, Camila Santana e Raquel Araujo).

ENTIDADES REPRESENTATIVAS

Conselhos

O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e seus respectivos Conselhos Regionais foram instituídos em 12 de julho de 1973, pela Lei 5.905, e juntos constituem um sistema COFEN/ Conselhos Regionais, no qual os CORENs são subordinados ao COFEN.
O COFEN é filiado ao Conselho Internacional de Enfermeiros em Genebra. No Brasil é responsável pela normatização e fiscalização do exercício da profissão, não só de enfermeiros, mas também técnicos e auxiliares de enfermagem. Preza-se pela qualidade dos serviços prestados e pelo cumprimento da Lei do Exercício Profissional da Enfermagem.
De acordo com a Lei 5.905, de 12 de julho de 1973, as principais atribuições do COFEN são:
  • Normatizar e expedir instruções para uniformidade de procedimentos e funcionamento dos CORENs e apreciar em grau de recurso as decisões destes;
  • Aprovar anualmente as contas e proposta orçamentária da autarquia, e remetê-las aos órgãos competentes;
  • Promover estudos e campanhas para aperfeiçoamento profissional;
  • Instituir o modelo das carteiras profissionais de identidade e as insígnias da profissão;
  • Homologar, suprir ou anular atos dos Conselhos Regionais;
  • Publicar relatórios anuais de seus trabalhos;
  • Convocar e realizar eleições para sua diretoria (mandato dos membros será honorífico e com duração de três anos, admite-se reeleição);
  • Exercer as atribuições que lhe foram conferidas por lei.
De acordo com a Lei 5.905, de 12 de julho de 1973, as principais atribuições dos CORENs são:
  • Deliberar sobre inscrição no Conselho e seu cancelamento;
  • Zelar pelo bom conceito da profissão e dos profissionais;
  • Propor ao COFEN medidas que visem a melhoria do exercício profissional;
  • Fixar o valor da anuidade;
  • Eleger sua diretoria e seus delegados ao Conselho Federal;
  • Exercer as atribuições conferidas pela Lei ou Conselho Federal.
O Planejamento Estratégico Institucional do COFEN é responsável pela preparação dos Objetivos Estratégicos e os Planos de Ação necessários para execução e funcionamento das atividades do Conselho. É baseado nas condições externas e internas da instituição, planeja sua evolução.
No COFEN segue a Metodologia de Gestão Estratégica Orientada para Resultados (GEOR), adotada em diversos países e introduzida no Brasil no final da década de 90. O principal objetivo é transformar intenção e ideia em realidade.
O princípio norteador da Metodologia GEOR é o de alavancar, em curto prazo, a capacidade de produzir e medir benefícios relevantes para a sociedade, nesse caso, para a Enfermagem brasileira. Traduz o compromisso dos Conselheiros Federais de explicitar e cristalizar os seus compromissos com a profissão, visando alcançar resultados, transparência e prestação de contas em benefício da classe que representam.
É composta pela definição de um Plano Plurianual (PPA), definido pela plenária de conselheiros do COFEN e composto de programas temáticos e objetivos estratégicos. Essa metodologia permite a sociedade e aos profissionais de enfermagem saber dos gestores dos conselhos, onde e com que benefícios seus recursos são aplicados.
Os objetivos estratégicos expressam as escolhas do COFEN para implementação de sua política. Podem ter uma ou mais iniciativas estratégicas que abrangem projetos, atividades ou operações especiais (que norteiam a atuação institucional e estabelecem um elo entre o PPA e o orçamento).


O COREN Bahia atualmente é presidido pela Dra. Maria Luisa de Castro Almeida, está localizado na Praça Almirante Coelho Neto, nº 02, Barris, Salvador. O site da instituição é o www.coren-ba.com.br. 



Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn)

As primeiras enfermeiras formadas pela Escola de Enfermeiras do Departamento Nacional de Saúde Pública (atual Escola de Enfermagem Anna Nery) criaram em 1926, no Rio de Janeiro, a Associação Nacional de Enfermeiras Diplomadas. Em 1954, passou a denominar-se Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e seu órgão de divulgação passa a ser a Revista Brasileira de Enfermagem (REBEn), a partir do VII Congresso Nacional de Enfermagem (São Paulo 1954). Com esse marco, os esforços associativos ampliam-se e a profissão da um salto evolutivo na dependência de mais contribuição ativa dos participantes.
Os esforços entre a ABEn e as Escolas de Enfermagem passaram a direcionar melhor as lutas em favor da profissão, e a entidade associativa começa a reorganizar-se com implantação de ABEn-Seções Estaduais.
Em relação à participação das lutas associativas sobre legislação e normas legais de Enfermagem, a ABEn participou de reuniões junto ao Conselho Internacional de Enfermagem com temas sobre Regulamentação da Enfermagem, para tratar da pertinência dos assuntos aliados ao compromisso social e legal da Enfermagem.
         A atividade associativa tem contribuição marcante para a realidade da enfermagem e da sociedade. Os assuntos de interesse comum da ABEn mudaram ao longo dos anos e refletem a conjuntura atual da profissão e da sociedade. As lutas envolvem muitos associados na internalidade profissional, que se interessam pela na intencionalidade ética da mística da enfermagem, pelos valores e objetivos da participação associativa e pelo engajamento decidido com o compromisso social dos profissionais para com a enfermagem. Logo, a ABEn Nacional, as ABEn Seções e todos os associados, contribuem para a relevância associativa.




Sindicatos

Existem ainda em todos os estados brasileiros organizações sindicais que representam os profissionais de enfermagem, cujo principal objetivo é buscar garantir que os direitos dos profissionais de enfermagem sejam cumpridos e respeitados.
O sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia (SEEB) foi fundado em 06 de junho de 1981, a partir da Associação Profissional de Enfermeiros da Bahia. Atualmente as principais lutas do sindicato são: 30 horas para a Enfermagem, aprovação do piso salarial dos profissionais de enfermagem, pagamento do adicional noturno em todos os hospitais, oposição à terceirização dos serviços, defesa do SUS e dos concursos públicos, além da criação e fortalecimento das delegacias sindicais no interior.
O SEEB está situado na Avenida Manoel Dias, nº 486 – sala 206, Amaralina, Salvador. O sindicato conta com um site oficial, no link <http://seeb.org.br/> e uma página no Facebook no link <https://www.facebook.com/sindicatodosenfermeiros/timeline?ref=page_internal>.
Ambos apresentam diversas notícias, informações e atividades em curso do sindicato.

Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE)


            A FNE foi criada com o intuito de fortalecer as entidades e encaminhar as reivindicações dos enfermeiros de forma efetiva, buscando uma articulação entre os sindicatos de enfermeiros de todo o país. A partir dos encontros nacionais das entidades sindicais de enfermeiros, decidiu-se pela criação da FNE em 1987, no VII ENESPE (Encontro de Entidades Sindicais e Pré-Sindicais da Enfermagem).
            A criação da FNE foi uma estratégia de articulação da classe trabalhadora. Uma federação democrática, com eleições diretas e com participação efetiva de vários sindicatos de enfermeiros. A FNE é filiada a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e tem 15 sindicatos de enfermeiros filiados (AC, AL, BA, CE ES, GO, MA, PA, PB, PE, RJ, RN, RS, SC, SP). A Federação luta pela jornada de 30 horas semanais, pela democracia e ética nas entidades de enfermagem; tem participação ativa e decisiva nas instâncias de controle social no SUS, nas atividades da CUT e nos fóruns e eventos da enfermagem no Brasil. A FNE considera que o futuro da profissão depende do compromisso, participação e luta de todos os enfermeiros por melhores condições de trabalho.

FONTES:
http://www.abennacional.org.br/home/
http://www.cofen.gov.br/
http://seeb.org.br/
http://www.portalfne.com.br/historia/

Responsável pela publicação: GRUPO 01 (Camila Martins, Camila Santana e Raquel Araujo).